Eram 17 h quando saí de casa. Estava frio, e chovia bastante.
Ia ter com o Rodrigo à estação de comboios, para ele me entregar um trabalho bastante importante.
Quando ia a passar pela terra da minha prima, o meu veículo teve um problema que eu não soube qual. Estacionei perto de um bosque, onde havia ruídos bastante perturbadores.
Estava a anoitecer, pois no Inverno, anoitece cedo, e não se via muito bem no escuro. Sentei – me nas traseiras do carro à espera que aparecesse alguém. Confesso que aquele barulho do vento, da chuva e os ruídos do meio do bosque assustavam – me de vez em quando.
Passado algum tempo, estava quase a adormecer, quando olhei para o céu e vi uma espécie de nave. Aterraram e vinham na minha direcção. Ainda pensei em fugir, mas com a curiosidade não consegui.
Estavam já perto de mim, quando senti um arrepio pelo meu corpo acima. Tinham cor verde alface, uns olhos grandes e uma espécie de antenas na cabeça, bastante engraçadas. Eram extraterrestres.
Tentaram falar comigo, mas não entendi o que diziam. Um dos extraterrestres correu para a nave e trouxe um objecto que brilhava no escuro. Deu – mo para a mão e carregou no botão enquanto falava. De repente, estavam a falar a minha língua. Perguntaram se eu era daquele local e eu respondi que não.
Com muita curiosidade, perguntei onde é que eles viviam, qual os costumes da sua terra, a alimentação, etc.
Clicando continuadamente no botão, responderam que eram de Marte, que lá não havia muitos costumes, e que a alimentação era apenas verduras e insectos. Olhei para o relógio e já passavam das 21h, e rapidamente disse que tinha que me ausentar devido a já ser tarde.
Perguntaram – me, se queria que me levassem a casa e eu disse que não podia porque tinha trazido o carro, mas ele avariou. De repente correram para a nave e levaram – na perto do meu carro, dizendo que me levariam a mim e ao carro a casa. Assim se sucedeu.
Chegados a minha casa, despedi – me deles com um até amanhã, e eles puseram um sorriso maroto nas suas caras. Já não nos devíamos voltar a ver mais, mas aquele dia tinha valido a pena.