Thursday, May 31, 2007

Um Imitador de Sherlock Holmes

O visconde silvestre, advogado lisboeta, seduzindo pela “arte da dedução” perfilhada por Sherlock holmes, decide, também ele, abraçar a carreira de investigador particular. Auxiliado pelo amigo Pedro Montagraço – que, como watson, também se encarrega de lhe descrever as proezas –, cedo se releva discípulo à altura do polícia – consultor idealizado por Conan Doyle.Numa época (1909) em, que no nosso país, poucos eram os escritores masculinos que se haviam dado conta do surgimento e popularidade da leitura Detectivesca, Maria O`Neill, mulher intrépedia, caritativa e de ideias bastante avançadas para a época, além de produzir obras notáveis, em prosa e em verso, para adultos e para crianças, teve o mérito de conceber a primeira colectânea de casos, assumidamente polícias, solucionados por um só investigador português. Se o seu herói sabe ser um digno emulo de Sherlock Holmes, a escritora demonstra talento não inferior ao de Conan Doyle. Prosseguindo a missão –iniciada com ”Vitorias da Lógica “ –de revelar que, entre nós, também houve”Mestres da literatura Policial”, a colecção Vampiro, orgulha-se de retirar do injusto esquecimento este precioso exemplo do pioneirismo nacional no domínio daquele género de Ficção.                                                   

 

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      Enquanto bordava junto à janela, uma jovem rainha sonhava com o bebe que esperava. O seu desejo foi satisfeito e a rainha pôs no mundo a criança com que sonhara. Chamou-lhe Branca de Neve. Os anos passaram e o rei, não suportando mais a solidão, voltou a casar com uma jovem muito orgulhosa da sua grande beleza.

 

     Quando o rei, seu pai, morreu, a branca de neve, que entretanto crescera, era mais bonito do que a rainha.

 

     Vós sois muito bela, Majestade, mas a branca de neve, cuja pele é da cor da neve, é cem vezes mais bela que vós!

 

Chamou à sua presença o caçador do palácio.

 

      Leva a princesa para a floresta e mata-a. Se tentares trair-me, mando matar-te! – Ameaçou.

 

Contudo, uma vez na floresta, não teve coragem de matar uma jovem tão pura. – Foge, branca de neve, Foge!

 

Para enganar a rainha, matou um animal selvagem, arrancou-lhe o coração e colocou-o no cofrezinho.

 

     A Branca de neve correu, correu, até mais não poder. Depois sentou-se ao pé de um carvalho e pôs – se a chorar a sua triste sorte. Havia aí uma pequena casa com ar acolhedor. Curiosamente, para passar a porta, teve de se baixar! Seja como for, quem aqui mora gosta pouco de fazer a lida da casa! Arrumou tudo, tratou da louça e lavou o chão com muita água. Cansada foi descansar nas camas dos sete anões. A Rainha faz-se passar por uma velhinha e vai bater a porta e diz: ofereço-te com bondade uma maça. Essa maça tinha veneno e a branca de neve comeu um pedaço da maça e caiu para o lado. Os anões tentaram ajuda mas foi tarde demais. Fizeram-lhe então um magnífico caixão de ouro e cristal para o corpo da branca de neve. Os sete anões colocavam flores, rosas e rezavam muito por a pobre branca de neve.

 

      Uma bela manha, um príncipe passou por essa clareira.

 

Beijou á branca de neve passando algum tempo manda um soluço e acorda e os sete anões festejaram por a branca de neve ter acordado, e por fim a rainha sabe que a branca de neve não tinha morrido teve um grande ataque de fúria.

 

     Numa crise loucura, partiu o espelho em mil pedaços e destruiu tudo o que estava a sua volta. A Rainha morreu num sofrimento atroz, sufocada pelos vapores pestilentos dos venenos que atirou ao chão! O bem triunfa sempre sobre o mal!

 

 

Ø    Elaborado por:

 

 

v   Hugo Miranda N: 14 /7b

 

 

v   Data: 22/05/07  

 

 

Ø    Autores da obra: 

 

v   Maria Duval e de

 

v   Alain Jost            

 

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